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Notas metodológicas

Cálculo dos indicadores

Em diversos casos, referentes especialmente a indicadores de saúde e violência, foram usados os números absolutos de casos em lugar de proporção ou porcentagem. Essa opção evita distorções estatísticas, no caso das áreas da cidade, pois com populações relativamente pequenas os indicadores tenderiam a ser aumentados artificialmente. Para a cidade como um todo foi usado o cálculo tradicional de cada indicador.

Ajuste de territorialização de ocorrências policiais

A territorialização das ocorrências policiais de 2010 foi ajustada, provocando alterações nos valores de Imbiruçu, Jardim Terezópolis e Paulo Camilo. Foi retificado um problema de identificação de logradouros nos registros policiais.

Dados sem atualização

Os indicadores do sistema estão com os valores atualizados até 2013. São os dados mais recentes possíveis, já que o processo de recolhimento e consolidação de informações demora meses, fazendo com que informações sobre 2014 só estejam disponíveis a partir do segundo semestre de 2015.
Há casos, no entanto, em que a atualização até 2013 não foi possível. Isso acontece por diferentes razões.
No caso dos indicadores calculados a partir do Censo 2010, não existe atualização, porque os dados são recolhidos pelo IBGE a cada dez anos. O próximo Censo está previsto para 2020.
Para os indicadores de água e esgoto, retirados do Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS), os últimos dados disponíveis são de 2012. Já as informações sobre lixo, com origem no mesmo sistema, têm atualização até 2013.
Nos outros casos de falta de atualização, houve descontinuidade no fornecimento de dados por parte do governo estadual e municipal. A Secretaria de Defesa Social (SDS) do Estado de Minas Gerais e a Secretaria Municipal de Assistência Social não forneceram dados atualizados. A Assistência Social tem os dados apenas de 2010 e os indicadores de segurança vão, por região, até 2011. Foram incluídos dados gerais do município, retirados do site da SDS, de ocorrências policiais não detalhadas de 2010 a 2013.

Cobertura de creche e pré-escola

A metodologia de cálculo da cobertura de creche e pré-escola foi ajustada para seguir as mais recentes definições do INEP. Os anos anteriores também foram recalculados. Por meio da Nota Técnica 11-2014 (baixe o documento: nt11_2014_inep.pdf), o INEP adotou o conceito de data base do Censo Escolar, definindo-a como 31 de maio. Anteriormente, a idade dos alunos no Censo Escolar era calculada apenas pelo ano de nascimento, sem nenhuma definição de data base. O INEP estabeleceu ainda o critério de harmonizar as datas de referência (ou seja, considerar uma mesma data de referência) quando os dados do Censo Escolar forem comparados com outras bases de dados. Isso é possível porque o Censo Escolar registra a data de nascimento, permitindo fazer o cálculo da idade em qualquer data do ano. Esse é o caso dos indicadores de cobertura de creche e pré-escola. É necessário comparar o total de matrículas de crianças de 0 a 3 anos (creche) e de 4 a 5 anos (pré-escola) com a população nessas faixas etárias. Os dados de população, calculados por meio de projeções populacionais do IBGE, têm como data base o dia 1º de julho de cada ano. Assim, seguindo a orientação do INEP, os dados foram todos calculados para a data de 1º de julho de cada ano.

Totalização dos valores para o município

Em diversos indicadores, a soma do número de casos das áreas pode eventualmente não corresponder ao total de Betim, apresentando pequenas variações. Isso acontece por diferentes razões, dependendo do indicador.
Nos indicadores de saúde, há um pequeno número de registros de nascimento e óbito sem endereço ou com endereço incompleto, que impediu sua localização. Assim, esses casos entram na soma total do município, mas não são contabilizados em nenhuma das áreas, provocando diferença entre a soma das áreas e o total do município.
No caso da educação, o Inep fornece percentuais de reprovação, abandono e distorção de idade das escolas com apenas uma ou duas casas decimais. Esse percentual é multiplicado em cada escola pelo total de matrículas para cálculo do número de casos em cada escola, que são usados depois para o cálculo do indicador da área em que a escola está inserida. Essa multiplicação gera números fracionários, que são arredondados. O mesmo é feito em relação ao município: os indicadores municipais são multiplicados pelo total de matrículas do município para chegar ao número total. A soma dos números arredondados das escolas de cada área provoca pequenas variações para mais ou para menos, que pode fazer com que o resultado tenha pequena variação em relação ao município como um todo.
No caso dos indicadores retirados do Censo 2010 do IBGE, um pequeno número de setores censitários não têm seus dados detalhados divulgados. Isso ocorre em razão de uma regra de garantia de sigilo do IBGE: em áreas muito pequenas, com poucos moradores, haveria a possibilidade de identificar pessoalmente os dados apresentados. Para garantir o sigilo, o IBGE omite esses dados. Assim, no detalhamento por áreas, algus casos não são territorializados. Eles estão contabilizados pelo IBGE no total do município, mas não é possível saber com precisão a que área pertencem.

Classificação das Áreas

As áreas de Betim foram classificadas de acordo com cada indicador em cinco faixas, do melhor para o pior valor. Essa classificação mostra as disparidades internas à cidade, sem fazer referência a padrões ou parâmetros externos. Para a classificação, foram usados normalmente quintis (divisão da escala de valores em cinco partes iguais).

Domicílios

Nos indicadores provenientes do Censo 2010 do IBGE, há diferenças de base de cálculo de pessoas e domicílios que devem ser observadas dependendo do indicador. Em alguns casos, são considerados todos os domicílios e as pessoas ali residentes: domicílios coletivos, domicílios particulares improvisados e domicílios particulares permanentes. Em outros casos, são considerados apenas os domicílios particulares permanentes e provisórios ou apenas os particulares permanentes.
Para o IBGE, os domicílios são classificados em coletivos e particulares (improvisados e permanentes):
1. Os domicílios coletivos são aqueles em que a relação entre as pessoas que nele habitam é restrita a normas de subordinação administrativa, como hotéis, pensões, presídios, penitenciárias, quartéis, postos militares, asilos, orfanatos, conventos, hospitais e clínicas (com internação), alojamento de trabalhadores, motéis, campings etc. A maior parte desses casos se refere a pessoas que moram sozinhas (habitação individual em domicílio coletivo).
2. Os domicílios particulares são aqueles em que o relacionamento entre seus ocupantes é ditado por laços de parentesco, de dependência doméstica ou por normas de convivência. Eles se dividem em:
- Particulares improvisados, localizados em unidade não-residencial (loja, fábrica etc.) ou com dependências não destinadas exclusivamente à moradia, mas que está ocupado por morador. Exemplos: prédios em construção, vagões de trem, carroças, tendas, barracas, grutas.
- Particulares permanentes, construídos para servir exclusivamente à habitação e que têm a finalidade de servir de moradia a uma ou mais pessoas.

População

Os dados de população foram retirados dos resultados do Censo 2010 do IBGE e sobre eles foi aplicada a projeção de crescimento populacional de 2010 a 2012, total, por sexo e faixa etária. Essa projeção está disponível no Datasus, feita por meio de convênio com o próprio IBGE. Esse cálculo não leva em conta a diferença de dinâmica populacional entre as diferentes Regiões Administrativas da cidade, o que pode gerar crescente distorção na análise territorial ao longo do tempo.

Saúde municipal

Para os dados referentes a nascimentos e óbitos por local de moradia, foram usadas as Declarações de Nascidos Vivos e as Declarações de Óbitos fornecidas pela Secretaria Municipal de Saúde. A partir dos endereços de moradia constantes nas declarações, os nascimentos e óbitos foram referenciados às diferentes áreas da cidade.

Internações hospitalares

No caso dos indicadores construídos a partir dos dados de internação hospitalar, foram usadas as Autorizações de Internação Hospitalar (AIHs) disponibilizadas pelo Datasus. Nessas autorizações, aparece apenas o CEP de moradia do paciente, não o endereço completo. A inexatidão desses registros, muitas vezes coincidindo com o CEP do próprio hospital ou com CEP genérico da cidade, impediu a territorialização dos dados.

Textos e comentários

Para o esclarecimento de alguns indicadores de saúde, foram usados trechos do texto disponibilizado pelo Datasus "Indicadores Básicos para a Saúde no Brasil 2008 - 2ª Edição", que corresponde ao conteúdo do livro "Indicadores de Saúde no Brasil: conceitos e aplicações", 2ª edição, publicado pela Organização Pan-Americana da Saúde (RIPSA)

Educação

A base de dados para os indicadores de Educação foi o Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP/MEC). Os indicadores são calculados com base no local de matrícula dos estudantes, distribuídos pelas áreas da cidadeo conforme endereço das escolas no cadastro do Censo Escolar.

Formas de cálculo - Para o indicador reprovação, alinhado às regras do INEP, foi adotada a opção de calcular o indicador em relação ao total de alunos, incluindo os que abandonaram a escola durante o ano. O indicador de reprovação seguiu o seguinte critério:
(reprovados) / (aprovados+reprovados+abandonos) X 100.

Para o cálculo do abandono, como nos anos anteriores, foram considerados todos os estudantes, descontadas as transferências e óbitos, com a aplicação da fórmula:
(abandonos) / (aprovados+reprovados+abandonos) X 100.

Trabalho, emprego e renda

Os indicadores de trabalho, emprego e renda têm como base o sistema RAIS/Caged, do Ministério do Trabalho. Ele abrange apenas os trabalhadores com emprego formal, contratados por empresas sediadas na cidade de Betim.